21 Eles foram para Cafarnaum e, assim que chegou o sábado, Jesus entrou na sinagoga e começou a ensinar. 22 Todos ficavam maravilhados com o seu ensino, porque lhes ensinava como alguém que tem autoridade e não como os mestres da lei. Não chegamos a metade do primeiro capítulo de Marcos e quanto já nos é revelado de Jesus e seu ministério, Jesus reconhece em João Batista o chamado de Deus a ação. É batizado e recebe a chancela de Deus aprovando e preparando para sua missão. Sai do deserto vitorioso sobre o diabo. Escolhe seus companheiros, aos quais irá infundir em seus corações sua Palavra. E a partir daqui lança-se em cumprir sua campanha de mudar o mundo. Escolhe a sinagoga como ponto de partida para sua mensagem pois é o lugar onde era apresentada a Palavra de Deus.
Duas instituições judaicas muito importantes o “Templo” e as “Sinagogas”, muito de nós tem dificuldade de separar uma coisa da outra, então vamos discorrer um pouco sobre suas principais diferenças entre um e outro.
Ao Templo, estava restrito duas atividades, a adoração e o sacrifício e o templo era único, não existiam vários templos e sim apenas “O Templo” em Jerusalém. Já as Sinagogas, essas existiam em grande quantidade, cada lugar ou vilarejo onde lá tivesse dez famílias judias vivendo, ali se instituía uma sinagoga, lugar onde sua finalidade era bem diferente do Templo. Na sinagoga, se cuidava de outras dias coisas, do ensino e instrução, por isso, a sinagoga para o judeu era muito mais influente que o próprio Templo, já que ao templo se ia apenas uma vez ao ano e a sinagoga fazia parte do dia-a-dia do povo.
Vamos entender como as sinagogas funcionavam, três figuras de extrema importância existiam na sinagoga, o Presidente da Sinagoga, o Distribuidor das Esmolas e o Chazzan. O Presidente era o responsável pela administração dos assuntos da sinagoga e ele era responsável pelos acertos para o serviço. O Distribuidor das Esmolas era responsável por recolher diariamente as ofertas dos mais abastados e qua podiam ofertar e distribuí-la entre os pobres, existia uma regra que cada pobre receberia o suficiente mantimento para quatorze refeições por semana. O Chazzan tinha algumas atribuições desde o cuidado com a limpeza da sinagoga como responsável em guardar os rolos sagrados com as cópias das Escrituras, e por tocar a trombeta de prata anunciando a todos a chegada do Shabbat.
Uma coisa que não existia na sinagoga era a figura de um ministro da palavra, sendo assim, a cada reunião o Presidente escolhia dentre os que ali estavam um que segundo seu conceito fora competente para explicar as escrituras que na sua maioria das vezes eram os Escribas, assim chamados pelo seu amplo conhecimento da Lei, e os Escribas mais importantes eram denominados de Rabino.
A Lei se compreendia no que conhecemos como Pentateuco ou os cinco primeiros livros da nossa Bíblia e que para os judeus é a Torá, o principal núcleo da Lei eram os Dez Mandamentos, mas para eles não se podia parar aí, ia-se além e se criavam regras para o cumprimento dessa lei e regaras para o cumprimento das regras, ou seja, uma infinidade de “humanidades” inseridas como verdades na vida do judeu e por não ser Palavra de Deus, não eram se quer escritas, mas ensinadas por tradição oral de onde vem o termo “Lei Oral” e mesmo não sendo a Lei escrita, tinham para aquele povo mais importância que a própria Lei escrita.
O texto nos mostra uma diferença enorme que havia nos ensinos de Jesus já desde o princípio de seu ministério, “porque lhes ensinava como alguém que tem autoridade e não como os mestres da lei.” A forma que Jesus ensinava supera em muito os ensinos dos escribas, Ele mostrava as verdades bíblicas com autoridade divina e nisso já no início de seu ministério começa dar o tom de que Jesus não precisava se apoiar em ninguém para transmitir suas verdades.
Como Jesus veio para falar do Reino de Deus, nada mais justo começar sua proclamação no lugar onde Deus era estudado, onde sua Palavra era estudada e para o povo ao qual estava o principal propósito de seu ministério.
Minha Oração:
Senhor como é maravilhoso poder estudar sua Palavra, como é prazeroso aprofundar no conhecimento dos detalhes da época e entender com isso um pouco melhor os porquês de algumas coisas. Continue a abençoar esse trabalho e me capacitar a entender os textos e comentaristas para transmitir de forma a edificar muitas vidas. Em nome de Jesus, amém.
*texto sem revisão ortográfica.
Nenhum comentário:
Postar um comentário