Missionário Urbano SP

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Mc 1.16-20


16 Andando à beira do mar da Galiléia, Jesus viu Simão e seu irmão André lançando redes ao mar, pois eram pescadores. 17 E disse Jesus: "Sigam-me, e eu os farei pescadores de homens". 18 No mesmo instante eles deixaram as suas redes e o seguiram. 19 Indo um pouco mais adiante, viu num barco Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, preparando as suas redes. 20 Logo os chamou, e eles o seguiram, deixando Zebedeu, seu pai, com os empregados no barco.

Quando lemos esse texto, sem nos atermos a cronologia bíblica, a primeira pergunta que nos vem a cabeça é: Como em sã consciência, alguém larga, família trabalho, e seu lugar de moradia e tudo mais que isso implica para seguir um cara que do nada para em pé na minha frente e diz para eu segui-lo? Realmente não tem lógica!
Durante o ultimo ano e meio, tenho, junto ao meu pequeno grupo estudado o ministério de Jesus de forma cronológica, lá eu, eventualmente levo o estudo as pessoas, esse foi um em particular. Depois de uma vida inteira ouvindo a palavra, já que nasci em lar cristão e fui criado desde bem pequeno frequentando a igreja, me deixou abismado ao descobrir que, o que em muitas vezes eu havia ouvido em pregações estava errado. Explico: Sempre ouvi pregadores falando, usando esse texto como base, da irresistível atração de Jesus. Logo imaginava que aqueles homens estavam nessa cena vendo Jesus pela primeira vez. Como entender que alguém poderia fazer o que fizeram? Indo um pouco mais a fundo, percebemos que em episódios anteriores eles já havia estado com Jesus, eles eram seguidores de João Batista, que aponta a Jesus como aquele que haveria de vir, estavam presentes no batismo de Jesus. E ai em minha cabeça veio um versículo, “e conhecereis a verdade e a verdade os libertará”, oh Glória, agora eu entendi. Sim é impossível alguém receber um chamado de Jesus e não atende-lo, porém, nesse caso, eles estavam por suas vidas todas esperando o Messias, e Ele estava ali, em pé, convidando-os a serem seus seguidores. Que privilégio!
Isto posto, e desmistificado esse ponto, seguimos agora, buscando entender melhor o caráter ou características dos que Jesus chamou.
Podemos ver que uma característica, era o fato de serem pessoas muito simples, conheço um vila de pescadores no litoral sul de São Paulo, e lá temos a oportunidade de perceber o que esse simplicidade significa, as pessoas não se importam muito com o que vestem, pois vivem para o trabalho, e trabalho braçal, não se importam muito com o melhor português, pois todos são iguais e não se carece de erudição, se alimentam principalmente do que extraem do mar e por isso não nutem um paladar apurado e exigente. Na sua maioria são pouco ou nada instruídos, não concluíram seus estudos e tão pouco frequentaram uma universidade, lá não existem aristocratas ou eclesiásticos. Isso mostra que ninguém creu como Jesus no homem simples e comum. Lincoln disse: “Deus deve amar as pessoas comuns. Ele fez tantos!” Daqui tiro uma lição “ninguém deve se preocupar com o que é, mas se colocar a disposição de Jesus para ser usado.”
Jesus os pega em suas vidas cotidianas, fazendo o que faziam todos os dias, realizando o seu trabalho habitual, então Ele os chama. Assim como com Amós, um boiadeiro, que Deus o tira do meio do gado e levanta como profeta, sem escola de teologia sem uma linguagem acadêmica, gente simples do interior. Concluímos que um homem pode receber um chamado, em qualquer momento e situação de sua vida, não tem regra. Deus não chama somente os capacitados, mas sempre, capacita os chamados.
Quando os chama, como já explicado no segundo paragrafo desta, depois de terem conhecido Jesus, recebem um chamado e para eles, esse chamado é irresistível, porem para Jesus é um ato de amor, buscando nos dar, o privilégio de sermos, coparticipantes em seu ministério de levar o evangelho a toda humanidade.
Sejam pescadores de homens, essa foi à oferta feita por Jesus. Pescar era a atividade natural deles, e eles sabiam que o que Jesus estava lhes oferecendo era trabalho e não nada, além disso. A verdadeira tarefa deles se daria quando eles se entregassem inteiramente nas mãos de Jesus e daqueles aos quais estavam sendo chamados a servir.

Minha Oração:
Senhor, Olhando para o chamado dos primeiros servos, reflito sobre o meu próprio chamado, entendendo que o chamado é para servir e amar. Sei que não é fácil um serviço que requer esforço, assim como o pescador ao puxar suas redes, que requer paciência, assim como o pescador a espera do momento certo para a pesca ou para puxar suas redes. Então peço que me dê a capacidade de ter paciência e a capacidade de me esforçar cada dia mais. Em nome de Jesus, amém.
*texto sem revisão ortográfica.

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