Missionário Urbano SP

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Mc 1.23-28

23 Justamente naquela hora, na sinagoga, um homem possesso de um espírito imundo gritou: 24 "O que queres conosco, Jesus de Nazaré? Vieste para nos destruir? Sei quem tu és: o Santo de Deus! " 25 "Cale-se e saia dele! ", repreendeu-o Jesus. 26 O espírito imundo sacudiu o homem violentamente e saiu dele gritando. 27 Todos ficaram tão admirados que perguntavam uns aos outros: "O que é isto? Um novo ensino — e com autoridade! Até aos espíritos imundos ele dá ordens, e eles lhe obedecem! " 28 As notícias a seu respeito se espalharam rapidamente por toda a região da Galiléia.

Em nosso texto anterior, falamos um pouco das funções da sinagoga, mas outra função não explorada anteriormente nos surgiu agora, a Sinagoga era também usada como tribunal. Ali eram julgados e as punições aplicadas a aqueles que descumpriam as duras regras do judaísmo.
Nosso texto acima nos mostra também uma particularidade bem interessante a respeito de Jesus, e se entendemos que Ele é o modelo que devemos seguir, devemos observar e imitar e não sair por ai criando novas formas de fazer algo que Jesus fazia com simplicidade. Vou explicar: Se lermos os relatos onde Jesus expulsa demônios, não veremos Jesus tocando no endemoninhado, apenas uma ordem branda, não há relatos de imposição de mãos ou qualquer outra coisa que possamos perceber. Isso mostra que apenas a autoridade do nome de Jesus é o suficiente para isso, não é necessário “mega shows” pelo contrário.
A crença que pairava entre o povo judeu daquela época era assim, “todo o mundo e sua atmosfera estavam cheios de demônios”, um fato interessante é que os médicos da época praticavam uma técnica da medicina chamada “Trépania” essa técnica se consistia em usar o trépano(rudimentar instrumento cirúrgico parecido com uma broca) para fazer um pequeno furo no osso do crâneo, pois acreditavam que assim os demônios poderia sai da pessoa, por isso era comum encontrar em exumações em cemitérios antigos vários crâneos com pequenas perfurações mostrando que tal pessoa havia sido trepanada.
Ciam que os demônios vinham de três possíveis fintes, eram elas:
1) Que os demônios eram tão velhos como a própria criação.
2) Que eram homens malvados que após a sua morte continuavam a realizar suas maldades. (uma espécie de possessão)
3) Já a grande maioria. Relacionavam com a história de Gênesis 6.1-8, e isso é também citado em 2Pe 2.4-5.
Como eles construíam sua crença?
Havia dois anjos que abandonaram a Deus um deles se arrependeu e voltou, porém, o outro “Shemaksai” por querer satisfazer sua luxuria resolve ser relacionar com as mulheres mortais. A palavra que é usada para designar demônios é “mazzikin”, que significa “o que faz o mal”.
Uma coisa é testemunhada por muitos médicos, que muitas vezes lutam de forma incansável com alguns pacientes portadores de males até simples aos olhos da medicina, mas que estranhamente não conseguem obter sucesso em seus tratamentos e quando ganhão uma batalha algo novo aparece e começa a batalha novamente, mesmo sendo cientistas, acabem crendo na existência de “algo” que a ciência não explica e que esteja provocando tais males.
Amados o assunto é polêmico e extenso, não pretendo esgotá-lo e nem firmar questões, mas colocar um pouco de luz ao texto estudado e trazer um aprofundamento do entendimento de como as pessoas na época de Jesus tinham.

Minha Oração:
Pai, coisas espirituais se discernem espiritualmente, então peço, dá-nos a sabedoria que vem de Ti para que compreendamos esses coisas, e as que não compreendermos, que Senhor acalme nosso coração e nos dê Paz. Em nome de Jesus. Amém.
*texto sem revisão ortográfica.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Mc 1.21-22

21 Eles foram para Cafarnaum e, assim que chegou o sábado, Jesus entrou na sinagoga e começou a ensinar. 22 Todos ficavam maravilhados com o seu ensino, porque lhes ensinava como alguém que tem autoridade e não como os mestres da lei.

Não chegamos a metade do primeiro capítulo de Marcos e quanto já nos é revelado de Jesus e seu ministério, Jesus reconhece em João Batista o chamado de Deus a ação. É batizado e recebe a chancela de Deus aprovando e preparando para sua missão. Sai do deserto vitorioso sobre o diabo. Escolhe seus companheiros, aos quais irá infundir em seus corações sua Palavra. E a partir daqui lança-se em cumprir sua campanha de mudar o mundo. Escolhe a sinagoga como ponto de partida para sua mensagem pois é o lugar onde era apresentada a Palavra de Deus.
Duas instituições judaicas muito importantes o “Templo” e as “Sinagogas”, muito de nós tem dificuldade de separar uma coisa da outra, então vamos discorrer um pouco sobre suas principais diferenças entre um e outro.
Ao Templo, estava restrito duas atividades, a adoração e o sacrifício e o templo era único, não existiam vários templos e sim apenas “O Templo” em Jerusalém. Já as Sinagogas, essas existiam em grande quantidade, cada lugar ou vilarejo onde lá tivesse dez famílias judias vivendo, ali se instituía uma sinagoga, lugar onde sua finalidade era bem diferente do Templo. Na sinagoga, se cuidava de outras dias coisas, do ensino e instrução, por isso, a sinagoga para o judeu era muito mais influente que o próprio Templo, já que ao templo se ia apenas uma vez ao ano e a sinagoga fazia parte do dia-a-dia do povo.
Vamos entender como as sinagogas funcionavam, três figuras de extrema importância existiam na sinagoga, o Presidente da Sinagoga, o Distribuidor das Esmolas e o Chazzan. O Presidente era o responsável pela administração dos assuntos da sinagoga e ele era responsável pelos acertos para o serviço. O Distribuidor das Esmolas era responsável por recolher diariamente as ofertas dos mais abastados e qua podiam ofertar e distribuí-la entre os pobres, existia uma regra que cada pobre receberia o suficiente mantimento para quatorze refeições por semana. O Chazzan tinha algumas atribuições desde o cuidado com a limpeza da sinagoga como responsável em guardar os rolos sagrados com as cópias das Escrituras, e por tocar a trombeta de prata anunciando a todos a chegada do Shabbat.
Uma coisa que não existia na sinagoga era a figura de um ministro da palavra, sendo assim, a cada reunião o Presidente escolhia dentre os que ali estavam um que segundo seu conceito fora competente para explicar as escrituras que na sua maioria das vezes eram os Escribas, assim chamados pelo seu amplo conhecimento da Lei, e os Escribas mais importantes eram denominados de Rabino.
A Lei se compreendia no que conhecemos como Pentateuco ou os cinco primeiros livros da nossa Bíblia e que para os judeus é a Torá, o principal núcleo da Lei eram os Dez Mandamentos, mas para eles não se podia parar aí, ia-se além e se criavam regras para o cumprimento dessa lei e regaras para o cumprimento das regras, ou seja, uma infinidade de “humanidades” inseridas como verdades na vida do judeu e por não ser Palavra de Deus, não eram se quer escritas, mas ensinadas por tradição oral de onde vem o termo “Lei Oral” e mesmo não sendo a Lei escrita, tinham para aquele povo mais importância que a própria Lei escrita.
O texto nos mostra uma diferença enorme que havia nos ensinos de Jesus já desde o princípio de seu ministério, “porque lhes ensinava como alguém que tem autoridade e não como os mestres da lei.” A forma que Jesus ensinava supera em muito os ensinos dos escribas, Ele mostrava as verdades bíblicas com autoridade divina e nisso já no início de seu ministério começa dar o tom de que Jesus não precisava se apoiar em ninguém para transmitir suas verdades.
Como Jesus veio para falar do Reino de Deus, nada mais justo começar sua proclamação no lugar onde Deus era estudado, onde sua Palavra era estudada e para o povo ao qual estava o principal propósito de seu ministério.
Minha Oração:
Senhor como é maravilhoso poder estudar sua Palavra, como é prazeroso aprofundar no conhecimento dos detalhes da época e entender com isso um pouco melhor os porquês de algumas coisas. Continue a abençoar esse trabalho e me capacitar a entender os textos e comentaristas para transmitir de forma a edificar muitas vidas. Em nome de Jesus, amém.
*texto sem revisão ortográfica.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Mc 1.16-20


16 Andando à beira do mar da Galiléia, Jesus viu Simão e seu irmão André lançando redes ao mar, pois eram pescadores. 17 E disse Jesus: "Sigam-me, e eu os farei pescadores de homens". 18 No mesmo instante eles deixaram as suas redes e o seguiram. 19 Indo um pouco mais adiante, viu num barco Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, preparando as suas redes. 20 Logo os chamou, e eles o seguiram, deixando Zebedeu, seu pai, com os empregados no barco.

Quando lemos esse texto, sem nos atermos a cronologia bíblica, a primeira pergunta que nos vem a cabeça é: Como em sã consciência, alguém larga, família trabalho, e seu lugar de moradia e tudo mais que isso implica para seguir um cara que do nada para em pé na minha frente e diz para eu segui-lo? Realmente não tem lógica!
Durante o ultimo ano e meio, tenho, junto ao meu pequeno grupo estudado o ministério de Jesus de forma cronológica, lá eu, eventualmente levo o estudo as pessoas, esse foi um em particular. Depois de uma vida inteira ouvindo a palavra, já que nasci em lar cristão e fui criado desde bem pequeno frequentando a igreja, me deixou abismado ao descobrir que, o que em muitas vezes eu havia ouvido em pregações estava errado. Explico: Sempre ouvi pregadores falando, usando esse texto como base, da irresistível atração de Jesus. Logo imaginava que aqueles homens estavam nessa cena vendo Jesus pela primeira vez. Como entender que alguém poderia fazer o que fizeram? Indo um pouco mais a fundo, percebemos que em episódios anteriores eles já havia estado com Jesus, eles eram seguidores de João Batista, que aponta a Jesus como aquele que haveria de vir, estavam presentes no batismo de Jesus. E ai em minha cabeça veio um versículo, “e conhecereis a verdade e a verdade os libertará”, oh Glória, agora eu entendi. Sim é impossível alguém receber um chamado de Jesus e não atende-lo, porém, nesse caso, eles estavam por suas vidas todas esperando o Messias, e Ele estava ali, em pé, convidando-os a serem seus seguidores. Que privilégio!
Isto posto, e desmistificado esse ponto, seguimos agora, buscando entender melhor o caráter ou características dos que Jesus chamou.
Podemos ver que uma característica, era o fato de serem pessoas muito simples, conheço um vila de pescadores no litoral sul de São Paulo, e lá temos a oportunidade de perceber o que esse simplicidade significa, as pessoas não se importam muito com o que vestem, pois vivem para o trabalho, e trabalho braçal, não se importam muito com o melhor português, pois todos são iguais e não se carece de erudição, se alimentam principalmente do que extraem do mar e por isso não nutem um paladar apurado e exigente. Na sua maioria são pouco ou nada instruídos, não concluíram seus estudos e tão pouco frequentaram uma universidade, lá não existem aristocratas ou eclesiásticos. Isso mostra que ninguém creu como Jesus no homem simples e comum. Lincoln disse: “Deus deve amar as pessoas comuns. Ele fez tantos!” Daqui tiro uma lição “ninguém deve se preocupar com o que é, mas se colocar a disposição de Jesus para ser usado.”
Jesus os pega em suas vidas cotidianas, fazendo o que faziam todos os dias, realizando o seu trabalho habitual, então Ele os chama. Assim como com Amós, um boiadeiro, que Deus o tira do meio do gado e levanta como profeta, sem escola de teologia sem uma linguagem acadêmica, gente simples do interior. Concluímos que um homem pode receber um chamado, em qualquer momento e situação de sua vida, não tem regra. Deus não chama somente os capacitados, mas sempre, capacita os chamados.
Quando os chama, como já explicado no segundo paragrafo desta, depois de terem conhecido Jesus, recebem um chamado e para eles, esse chamado é irresistível, porem para Jesus é um ato de amor, buscando nos dar, o privilégio de sermos, coparticipantes em seu ministério de levar o evangelho a toda humanidade.
Sejam pescadores de homens, essa foi à oferta feita por Jesus. Pescar era a atividade natural deles, e eles sabiam que o que Jesus estava lhes oferecendo era trabalho e não nada, além disso. A verdadeira tarefa deles se daria quando eles se entregassem inteiramente nas mãos de Jesus e daqueles aos quais estavam sendo chamados a servir.

Minha Oração:
Senhor, Olhando para o chamado dos primeiros servos, reflito sobre o meu próprio chamado, entendendo que o chamado é para servir e amar. Sei que não é fácil um serviço que requer esforço, assim como o pescador ao puxar suas redes, que requer paciência, assim como o pescador a espera do momento certo para a pesca ou para puxar suas redes. Então peço que me dê a capacidade de ter paciência e a capacidade de me esforçar cada dia mais. Em nome de Jesus, amém.
*texto sem revisão ortográfica.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Mc 1.14-15



14 Depois que João foi preso, Jesus foi para a Galiléia, proclamando as boas novas de Deus. 15 "O tempo é chegado", dizia ele. "O Reino de Deus está próximo. Arrependam-se e creiam nas boas novas!"

Então, vencido os desafios das tentações às quais Jesus foi imposto, estava ele pronto para iniciar efetivamente começar seu ministério na terra.
Jesus inicia seu ministério com um resumo esplêndido de tudo, para o que ele veio, dizendo: “O tempo é chegado”, “O Reino de Deus está Próximo.”, “Arrependam-se e creiam nas boas novas!”
Eu gostaria de destacar três termos que nos são muito importantes na fé cristã que são: Boas Novas, Arrepender-se e Crer. Será em cima dessas palavras que iremos caminhar em nosso estudo de hoje.
Boas novas, Jesus nos vem e nos anuncia o “evangelion” que significa “evangelho” que significa “boa notícia”, mas não qualquer boa notícia, sim a maior de todas. Era costume na época do império romano os césares, e outros oficiais, fazerem proclamação de grande importância ao povo, a isso, denominava-se de “evangelion” ou seja, toda informação de grande importância e impacto na vida do povo, portanto quando Jesus declara que tem um boa nova ele está iniciando seu ministério dizendo que aquilo que Ele trouxe para o povo foi uma notícia que deveria mudar a vida deles. Alguns significados muito fortes por traz dessa palavra e iremos discorrer a respeito de cada um.
Verdade, uma das Boas Novas é que nEle habitava a verdade, ele era a própria verdade, até aquele momento os homens viam a Deus de forma obscura e tinham meras suposições a respeito de Deus, sendo Jesus o próprio Deus encarnado era então a expressão do Deus vivo revelado a nós, ou seja a verdade de Deus revelada.
Esperança, um segundo aspecto dessas Boas Novas, antes delas não tínhamos esperança como diz a Palavra estávamos mortos em nossos delitos e transgressões, mas Jesus vem com boas novas de salvação para as nossas vidas.
Paz, Robert Burns, um poeta escocês disse de si mesmo, “Minha vida é como as ruínas de um templo. Ó que poder, que força em algumas de suas partes! Que proporção inalterável! Mas que ecos mais feios, que ruínas em outras!” essa inquietação do poeta, muitas das vezes é a inquietação de nossas almas, nos trazendo desconforto e falta de paz. Olhando mais fundo o contexto dá época, onde o homem olhava para Deus como um Deus de mão forte e que castiga, que manda matar nações inteiras, como ter paz? Ai vem Jesus e diz: “minha paz vos dou” e entra na história trazendo paz.
Imortalidade, para o pagão a vida é apenas um caminho para a morte, mas para aqueles que estão em Cristo, é um caminho de salvação de vida eterna e abundante.
Salvação, uma realidade que nos traz a libertação da escravidão do pecado, e viver vitoriosamente, sabendo que o preço foi pago e que sua vida ao lado de Jesus é segura e certa.
Falamos das Boas Novas, falaremos a seguir do que essa produz em nós, o Arrepender-se, muita vezes levianamente olhamos para o arrependimento com certa leviandade, vou explicar: costumamos dizer que confesso meus pecados, por causa do que Jesus fez por mim, tenho acesso ao perdão de Deus, sim isso é verdade, mas, o que a palavra arrependimento em seu original dizia é: uma completa mudança de mente, não é apenas me arrepender de ter cometido o pecado, mas o arrependimento de pensar se quer em comete-lo novamente, somente um pequeno pensamento a respeito de pecado de causar em nós um completo enojamento, e nunca mais voltar a comete-lo.
E por ultimo, porém não menos importante, Crer, entregar a razão da nossa mente nas coisas espirituais as quais não podemos ver, mas confiadamente crer que se Jesus falou, assim o é, que aquilo que Ele testemunhos do único e verdadeiro Deus é a expressão da mais absoluta verdade, crer em um Deus que faria qualquer coisa para te resgatar e efetivamente o fez, entregando seu único filho por mim e por você.

Minha Oração:
Senhor venho pedir, por mim e por meus irmão, que juntos, estudado esse evangelho para que nosso coração e nosso olhos sejam abertos para compreender a grandeza e a profundidade do teu evangelho, que mesmo nós o que já entregamos nossas vidas em suas mãos que possamos nos engajar no cumprimento das implicações que é estar ao teu lado. Cuida do nosso coração, em nome de Jesus, amém.
*texto sem revisão ortográfica.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Marcos 1.12-13


12 Logo após, o Espírito o impeliu para o deserto. 13 Ali esteve quarenta dias, sendo tentado por Satanás. Estava com os animais selvagens, e os anjos o serviam.
De um momento de Glória para um momento de batalha, saímos assim da cena do batismo de Jesus e ele é “impelido pelo Espírito” para o deserto. Dificil imaginar, humanamente falando, que o próprio Espírito Santo o tenha levado para o deserto para ser tentado, sim mas é isso que a Palavra de Deus nos diz, o Espírito Santo levou Jesus ao deserto para um único propósito, ser tentado. Vamos analisar o que é a tentação e o que ela produz, quando a vencemos. A tentação é nada mais nada menos que uma prova que o próprio Espirito Santo nos impõe para que sejamos aprovados, para que saiamos dela fortelecidos e mais preparados. Não nos é possível escapar de termos tentações e para que houvesse uma perfeita identificação de Jesus conosco ele precisava passar por ela, assim, Satanás não poderia dizer que Jesus não era cem por cento homem e que foi poupado de sofrer tentações e por isso nunca pecou, então em perfeita harmonia conosco Jesus enfrenta as mesmas tentações que qualquer um de nós enfrenta e as venceu, uma a uma. O que as tentações produzem? Produzem, perceverança, fortalece nosso carater, nos prepara para as lutas. E foi isso que elas fizeram com Jesus, prepararam-no para aquilo que ele deveria enfrentar até o fim de sua missão, a decisão de enfrentar a cruz se iniciou no deserto, onde Jesus poderia ter falhado e desistido de sua missão, mas promoveram em Jesus a perserverança para ir até a cruz.
Uma coisa curiosa foi descobrir que não necessáriamente tenham sido quarenta dias, que na verdade a expressão quer dizer que foi um tempo longo e importante, a mesma expressão usada quando Moisés subiu na montanha em Êxodo 24.18 e não que não possamos usar nas traduções quarenta dias, mas que não foi um tempo assim contado podendo ter sido maior ou menor, mas que foi um tempo grande e importante, onde um homem teria a portunidade de se desfalecer em seu espírito e desistir, mas Jesus enfrentou até o fim e venceu a cada uma das tentações que lhe foram impostas.
A Palavra “Satanás” em hebraico apenas significa “adversário” muito usada no Antigo Testamento para se referir a adversários humanos e comuns, sendo assim plhando para os originais quando lemos a palavra Satanás não necessáriamente estamos falando do diabo que recebe esse nome já no Novo Testamento provenienete da palavra grega “diábolos” que melhor traduzida seria caluniador. Sendo assim, adversário ou caluniador, Satanás ou Diabo são na verdade palavras que representão o que esse anjo caído é mais do que seu próprio nome, mas quando usamos a expressão “ vamos dar nome aos burros” é exatamente o que fazemos quando o chamamos de Sataná ou Diabo.
Muito interessante é observar que uma das expectativas que haviam a respeito da vinda do messias é que conforme Oséias 2.18 é que haveria perfeita harmonia entre os homens e as feras, sendo assim não podemos afirmar que o fato de lermos que Jesus encontrava-se entre os animais selvagens pode significar duas coisas: Primeiro, um prenuncio do que será um dia, quando Jesus voltar, ou segundo, para dar um toque mais dramático na cena aqui relatada, pois estar entre animais selvagens nos provoca uma sensação de medo e de perigo.
“Os anjos o serviam”. Essa frase nos dá um grande alento ao coração, pois temos a certeza de que seremos servidos por anjos em nossas tribulações, temos a certeza que Deus não nos abandona em meio as nossas dificuldades e fraquezas, mas envia anjos para nos servir. Lembra da sua ultima provação, procura observar, você encontrará algum anjo enviado por Deus para aliviar a sua aflição e lhe dar ânimo.
Minha Oração:
Senhor que possamos enxergar em suas provações a força para vencer as nossas, sabendo que como homem o Senhor as venceu, somos capazes também de vencer as nossas. Sua Palavra diz que não nos sobrevém aflição que não possamos enfrentar, e porque cremos nisso pedimos que sempre nos lembre nos momentos de provação que o Senhor já as venceu por nós, mas que na tua força somos capazes de vender. Em nome de Jesus, amém.