Logo que saíram da sinagoga, foram com Tiago e João à casa de Simão e André. 30 A sogra de Simão estava de cama, com febre, e falaram a respeito dela a Jesus. 31 Então ele se aproximou dela, tomou-a pela mão e ajudou-a a levantar-se. A febre a deixou, e ela começou a servi-los. O texto imediatamente anterior a esse, trata de um homem que estando na sinagoga e ouvindo Jesus falar foi acometido de uma manifestação demoníaca, e Jesus sem nenhum “show” ou estardalhaço, mas com firmeza, ordena que o espírito imundo, “cale-se e saia dele”, nisso Jesus chama para si a atenção das pessoas que espantadas e admiradas comentam, "O que é isto? Um novo ensino — e com autoridade! Até aos espíritos imundos ele dá ordens, e eles lhe obedecem!”
Naquela época os judeus contavam as horas de uma forma diferente da de hoje, o dia doa judeu se iniciava às seis horas e essa era a primeira hora do dia e no Shabbat o culto na sinagoga chegava ao fim na décima segunda hora, que seriam seis horas da tarde, levando em consideração que o jejum sabático se iniciava ao entardecer da sexta-feira e termina no entardecer do sábado, nessa condição o que mais um homem quer e quebrar seu jejum e descansar, essa era a condição em que Jesus se encontrava naquele momento, fragilizado pelo jejum, cansado pelo esforço de estar explicando a Palavra durante longo período na sinagoga.
Chegando então no lugar onde ele encontraria descanso e alimento, encontra a sogra de Pedro acamada. O mal que a acometia era muito comum naquela época e até os dias de hoje ainda o é, o Talmud o denomina de “febre ardente” e determinava que a única forma de esse mal deixasse o corpo de quem dele estava acometido, seria o de seguir o seguinte ritual. Devia-se atar uma faca de ferro, mediante a uma mecha de cabelos, a um espinheiro. No primeiro dia deveria se recitar nesse lugar Êxodo 3.2-3, no segundo dia da mesma forma se recitaria Êxodo 3.4 e no terceiro dia, Êxodo 3.5. Logo após de recitava certa formula mágica e assim supunha-se que conseguir-se-ia a cura total. Contrário a tudo isso, Jesus apenas “tomou-a pela mão e ajudou-a a levantar-se. A febre a deixou” e isso nos diz algumas coisas a respeito de Jesus, primeira ele não precisa de publico para realizar milagres e atender a necessidade das pessoas, depois mostra que Ele nunca, por mais cansado que estivesse, deixava de atender a quem dele necessitasse e terceiro ele não dependia de rituais ou magias para realizar uma cura, e outras duas coisas importantes ele tanto curava o espírito quanto o corpo.
Outro grupo de personagens desses poucos versículos são os discípulos de Jesus, Tiago, João, Simão e André, eles nos mostram o que a princípio pode parecer uma atitude meio utilitarista, mas que na verdade é uma mostra que já desde o início da caminhada deles com Jesus depositavam plena confiança e dependência dEle, assim que como um ato continuo de oração falavam com alguém que além de mestre era intimo amigo e que poderiam a Ele levar com simplicidade suas necessidades, e sabiam que da mesma forma seriam atendidos, e tão simples como foi o pedido foi a resposta de Jesus.
E por último, mas não menos importante temos a lição que nos é dada pela sogra de Simão, alguém que de pronto recebe uma benção do Senhor e de imediato põe-se a servir os outros, ela com certeza, não era a única mulher da casa, não dependeria dela para que Jesus e seus discípulos pudessem se alimentar, mas ela entende que quando Jesus toca as nossas vidas Ele faz para que possamos abençoar outros, e assim aconteceu.
Minha oração:
Que Jesus em sua infinita sabedoria nos sare, para que possamos nos dedicar em servir como ato de gratidão a ele. Que tenhamos a intimidade de um amigo que com simplicidade pede o que precisa, muitas vezes nem para si, mas intercedendo por outro. E como Jesus, façamos o que Ele tem nos chamado a fazer, independente de se estamos em meio a multidão ou em uma casa humilde de um pescador e que isso sempre se reverta em Glória a Jesus. Amém
*texto sem revisão ortográfica.
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