Missionário Urbano SP

terça-feira, 28 de junho de 2011

MARCOS 1.1-4


27/06/2011

1 Princípio do evangelho de Jesus Cristo, o Filho de Deus. 2 Conforme está escrito no profeta Isaías: "Enviarei à tua frente o meu mensageiro; ele preparará o teu caminho"— 3 "voz do que clama no deserto: ‘Preparem o caminho para o Senhor, façam veredas retas para ele’ ". 4 Assim surgiu João, batizando no deserto e pregando um batismo de arrependimento para o perdão dos pecados.

Quando olhamos a primeira vista perguntamos a nós mesmos. Porque Marcos inicia contando a história de Jesus a partir de João Batista? Parece-me que o natural seria falar de sua concepção milagrosa ou de seu humilde nascimento em uma manjedoura. Mateus a exemplo fala inicialmente de sua genealogia, Lucas busca falar do nascimento de João Batista, já João vai se apoiar no Gênesis para iniciar o seu evangelho, mostrando que a partir de Jesus todas as coisas vieram e existir e sem ele (o Verbo) nada seria. Na verdade o que Marcos nos traz não é a história a partir de João Batista, mas desde antes da fundação do mundo, pois levando-nos a referência de Isaias, um profeta, mostra que o que se iniciaria a ser contado a partir dali, seria algo que estava na mente de Deus desde a fundação dos tempos.
Deus não brinca com a “sorte” não joga pedras coloridas ao ar para ver o que forma quando cai, não! Pelo contrário Deus tem tudo já planejado desde a fundação do universo, sabe exatamente o que será no futuro, para Ele não existem surpresas. A história é um processo dirigido por Deus onde Ele consegue ver o fim já no começo.
Debaixo dessa compreensão Marcos continua e fazendo uma ligação com Malaquias 3.1 onde é em seu contexto original uma ameaça (em função de estarem, os sacerdotes, naquela ocasião oferendo no Templo animais defeituosos e de segunda qualidade) e ao mesmo tempo prenunciando a chegada daquele que seria o cordeiro definitivo e perfeito, logo a vinda de Cristo é uma purificação da vida.
Uma das maiores histórias do que pode fazer o cristianismo na vida de uma pessoa é a do motim da tripulação do Boutnty. Os amotinados foram desembarcados na ilha Pitcairn. Havia na ilha nove amotinados, seis nativos, dez mulheres nativas e uma moça de quinze anos de idade. Um dos homens conseguiu fabricar uma espécie de álcool, o que resultou na morte de todos, exceto Alexander Smith que encontrou uma Bíblia. Leu-a e propôs junto com os nativos da ilha fundar um Estado, baseado exclusivamente nos ensinos da Bíblia. Passados vinte anos um navio americano chegou a ilha e encontraram uma comunidade completamente cristã. Não havia cárcere, porque não se cometiam crimes. Não havia Hospital, porque ninguém adoecia. Não havia manicômio, pois ninguém ficava louco. Não haviam analfabetos; em nenhum lugar do mundo a vida humana e a propriedade privada eram tão invioláveis e seguras como ali. O cristianismo havia limpado aquela sociedade.
João Batista vem anunciando o “batismo de arrependimento”. O judeu conhecia muito bem a questão do batismo, na verdade o batismo era a forma que o gentio ingressava na fé judaica, primeiro ele era circuncidado, depois oferecia o sacrifício pelo perdão se seus pecados e por último deveria ser batizado por imersão porque como até ali ele não seguia as leis judaicas estaria impuro cerimonialmente e sendo batizado em água corrente o limparia de toda impureza, tornando o assim puro. O que incomodava aos judeus é que João Batista pregava que isso deveria ser feito também pelos judeus, mostrando assim aos judeus que ser povo escolhido de Deus era mais do que uma condição racial e que por isso o judeu estava na mesma condição do gentio.
O batismo era acompanhado pela confissão. E essa confissão deveria ser ante a três pessoas, a primeira a si mesmo, forma de oração confessando os seus pecados, a segunda é a confissão à aquele quem eu ofendi com o meu pecado, e essa nos coloca na condição correta de humilhação para podermos ir a terceira que é diante de Deus, onde a pessoa diz “eu pequei” e Deus tem a oportunidade de dizer “eu te perdoou”.

Minha oração:
Senhor Jesus, que essa caminhada que se inicia seja um momento de, em primeiro lugar, um profundo conhecimento de ti, que aquilo que eu escrever seja reflexo daquilo que primeiro o Senhor fez na minha vida e depois na vida daqueles que tiverem contato com esse material, que seu nome seja conhecido e exaltado, que sua glória seja reconhecida e que a atuação do teu Espírito seja a marca indelével desse trabalho. Isso eu te peço. Amém

Luiz Mauro Pereira Ferreira
Missionário Urbano SP

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