Romanos 12.1
Portanto, irmãos, rogo-lhes pelas misericórdias de Deus que se ofereçam em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus; este é o culto racional de vocês.
A partir deste ponto em diante Paulo começa apresentar muitas aplicações práticas à teologia que ele apresentou até o final do capítulo 11. Pensando por esse prisma, gostaria de olhar para o versículo acima segundo a ótica dessas aplicações práticas.
Sempre nutri um sentimento de que, culto é algo que prestamos a Deus e não um evento semanal que consta de nossas agendas como qualquer outro compromisso, percebe-se em nossa geração que muitos vão à igreja e aos cultos como um ritual para garantir uma semana boa quase como um amuleto, mas definitivamente não é essa a instrução que Paulo nos trás.
“Que se ofereçam em sacrifício vivo” então no culto sou oferta e sou sacrifico, sim, eu não vou ao culto, eu presto culto. Quando eu vou ao culto tenho a sensação de que vou assistir e não participar e muito menos oferecer algo. Muitos de nós colocamos nossas ofertas nas salvas como se isso fosse nosso “sacrifício”, mas na verdade estamos somente nos enganando, pois o que Deus quer não é nosso dinheiro, e sim nosso viver, nosso coração. E esse coração não é aquele que nos referimos quando estamos apaixonados, mas me refiro a nossa razão, não que não possamos ter emoções, podemos sim, mas nosso culto tem que ser racional e não emocional, podemos nos emocionar quando racionalmente prestamos nosso culto a Deus, mas a emoção não é o que nos motiva e sim a razão, a consciência de estarmos entregues ao nosso Deus em adoração verdadeira.
Não quero ser crítico de ninguém, mas quero fazer pensar. Porque saímos de nossas casas em pleno domingo com tantas opções de lazer que temos? Vou falar um pouco da realidade da minha igreja, sou membro de uma igreja relativamente grande, freqüentam nossos cultos de domingo aproximadamente 4.500 pessoas e me pergunto quantos estão ali fazendo o que Paulo ensina, não sei responder, espero que se não todos que seja a maioria, mas e no dia seguinte, há o dia seguinte... Normalmente no dia seguinte se tem a sensação de ter cumprido minha “obrigação” com Deus e daqui até o próximo culto de domingo é outra história. Não, definitivamente não, nosso culto racional deve ser todos os dias e o dia todo, afinal nós somos o verdadeiro templo do Senhor, lugar de habitação do Espírito Santo, sendo assim nosso culto tem um começo que no ato de nossa conversão, mas não tem fim, pois durante a eternidade estaremos prestando culto a Deus e a eternidade não é depois de nossa morte física ela é desde já, estamos vivendo parte da eternidade.
Fiquem com Deus tenham uma semana abenço
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