João 8.7,11
Visto que continuavam a interrogá-lo, ele se levantou e lhes disse: “Se algum de vocês estiver sem pecado, seja o primeiro a atirar pedra nela” ... ... “Ninguém, Senhor”, disse ela.Declarou Jesus: “Eu também não a condeno. Agora vá e abandone sua vida de pecado”.
Esta é uma das passagens bíblicas que mais me chamam atenção, sempre olho para ela e fico pensando: Como é que nós reagimos às diferenças em nosso meio? Como tratamos as pessoas que o seu pecado aparece e nos escandaliza? E por fim como lidamos com os nossos próprios pecados?
Quando lemos essa passagem do versículo 1º ao 11º enxergamos um panorama maior do que o perdão e maior do que o próprio pecado daquela mulher. Começamos a observar que as pessoas estão mais preocupadas com a aparência do que com o que vai dentro do seu coração.
Quando olho para minha vida e sempre em busca de fazer o que é certo, o que eu vejo é legalismo farisaico agindo até hoje em mim. Os que como eu foram criados desde pequenos em igrejas evangélicas entendem o que eu estou falando, pois éramos ensinados que tinha-mos que ser impecáveis em nossa conduta, não estou dizendo que devemos levar a vida sem comprometimento com a palavra, pelo contrário, mas o que não vemos por parte dessa igreja é a mesma atitude de perdão que Cristo teve, nas igrejas se você peca, e é algo da magnitude de um adultério (por exemplo), você é levado a uma exposição que seria melhor o apedrejamento, aí você é colocado em disciplina e claro todos acabam sabendo o que houve em sua vida expondo você e sua família, e a Maravilhosa Graça é esquecida.
Eu sempre entendi que Igreja deveria ser como um hospital, ou seja, lugar de gente doente e ferida, lugar de restauração e recuperação, mas muitas delas acabam sendo como clubes, com relacionamentos superficiais e aparentemente alegres. Esse “hospital” que eu imagino, é como um hospital-escola onde as pessoas entram feridas, são tratadas, aprendem a conviver com suas dores, superá-las pela graça e depois já restauradas passam aprender a cuidar de outros e contribuir para restauração de outras vidas.
Eu imagino uma igreja que acolha e aceite todas as etnias, tribos, raças, grupos e que aqueles que não por constrangimento, mas por graça forem sendo transformados contribuam para trazer novos integrantes das suas velhas tribos para serem transformados pelo Evangelho da Graça. Quando será o dia que sentaremos ao lado do diferente de nós nos bancos de nossas igrejas e adoraremos a Deus em Espírito e em Verdade de verdade?
“Senhor, eu sou grato a ti, porque sua graça me alcançou, sou grato por ter tido a oportunidade de ingressar na “emergência” de um desses hospitais e oro para que outros se formem e se transformem, para depois juntos podermos ajudar na cura de mais e mais pessoas. Amém!
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